Cenários

Design: Nicho ou mercado bilionário?

Realizado na semana passada, na feira Formóbile, o painel mediado por Lauro Andrade, idealizador da High Design, contou com a participação de Victor Megido, diretor geral do Instituto Europeo di Design (IED Brasil) e Angelo Duvoisin, superintendente comercial do Grupo Artefama, designer e idealizador da Moora Mobília Brasileira. A conversa, que teve como tema Design: Nicho ou Mercado Bilionário, levou a diversas reflexões sobre o universo moveleiro. O crescente interesse – tanto da indústria, como dos profissionais da área e, consequentemente, do consumidor final – pelo design brasileiro foi um dos temas abordados.

Para Lauro de Andrade, o design é capaz de melhorar a qualidade de vida do planeta, à medida que integra criativos, produtivos e recursos naturais de forma sustentável. “É uma ferramenta de inovação, que transforma o dia a dia de todos de uma maneira que nem imaginamos”, disse Lauro, em sua explanação. “Mas há 75 anos, quando foi fundado o Grupo Artefama, o próprio mercado não acreditava no potencial brasileiro: nem nós, fabricantes de móveis, tampouco o público consumidor”, contou Angelo Duvoisin. “Somente há dez anos isso começou a mudar e de cinco anos para cá a importância do design – e do designer – na produção de um móvel em larga escala se consolidou. Antes disso, o consumidor procurava apenas produtos europeus”, explicou Angelo. Atualmente, em função do consumo e da fabricação, o mercado pode ser considerado um nicho. Mas se analisarmos o potencial da força empreendedora e empresarial do país, suas riquezas naturais e o caldeirão cultural representado de Norte a Sul, o panorama se torna bem mais promissor. “O exército de influenciadores em todo o Brasil capaz de “ensinar” o consumidor final a perceber o design em sua totalidade também pode transformar o que poderia ser apenas um nicho em mercado bilionário”, disse Lauro. “São cerca de 140 mil arquitetos e aproximadamente 100 mil designers de interiores que influenciam a percepção de seus clientes à cerca da importância e significados intrínsecos do design autoral”, quantificou Lauro. Outro fator que revela o grande potencial deste mercado é o número de instituições de ensino na área – mais de 180 no território nacional, que oferecem cursos técnicos ou superiores de design de interiores. Para Victor, diretor geral do IED Brasil, isto é mais um dado que indica que o designer seja a profissão do futuro.

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