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Berneck aposta na biofilia para potencializar o bem-estar

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O conceito foi difundido nos anos 80 pelo biólogo Edward O. Wilson e inclui o uso de painéis MDF, MDP e HDF

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Os humanos apresentam uma tendência inata de buscar conexões com a natureza e outras formas de vida. Mas como o “habitat natural” de hoje é, em grande parte, construído nos grandes centros urbanos e com arquitetura industrial, a biofilia busca satisfazer nossa necessidade por ambientes naturais, restauradores e que gerem conexões positivas para vivermos, trabalharmos e aprendermos.

Esse conceito, que começou a ser mais difundido nos anos 80 pelo biólogo Edward O. Wilson, vem ganhando espaço e pode ser inserido de várias maneiras em nosso cotidiano – incluindo o uso de painéis MDF, MDP e HDF.

Sua essência é optar por projetos e produtos que, de alguma forma, resgatem a conexão com a natureza. E, como resultado disso, gerar impacto positivo no bem-estar das pessoas, reduzindo níveis de stress, gerando a sensação de pertencimento ou aumento a capacidade de concentração.

É importante ressaltar que o design biofílico pode ser implementado em nível de comunidades, prédios, escritórios ou em pequenos ambientes. Além disso, representa muito mais do que plantas em vasos em locais estrategicamente escolhidos.

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Foto: Harlan Holden Glasshouse Café

Vantagens do design biofílico

Centrada na experiência humana, a biofilia se manifesta como uma abordagem responsiva e intimamente conectada com as necessidades físicas e emocionais dos usuários. Principalmente, ao considerarmos que os espaços afetam diretamente nossas emoções assim como nossa saúde física e mental.

Segundo a consultoria Oliver Heath Design, hospitais que incorporam a biofilia têm redução de 8,5% nos períodos de recuperação pós-operatório e de até 22% no uso de analgésicos. O escritório de arquitetura Athié Wohnrath cita também que em espaços de convívio, principalmente no trabalho, o design biofílico proporciona aumento de 15% do índice de satisfação dos usuários, além de melhorar o estado de saúde físico e mental, e níveis de criatividade.

Os princípios do design biofílico baseiam-se em soluções simples, mas eficazes – intervenções que imitam os sistemas naturais e que, em última instância, levam à diminuição dos níveis de estresse e aumento da criatividade e concentração.

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As arquitetas Olga Bergamini e Karin Neitzke projetaram o Quarto Campestre com traços naturais, abusando das cores terrosas, elementos naturais e texturas. As paredes foram revestidas com painéis de MDF no padrão Panamá

Incorporando a biofilia nas residências e escritórios

Ao combinar luz natural, plantas, boa qualidade do ar e ventilação, cores, texturas naturais, materiais e vistas da natureza você certamente terá um impacto positivo. Projetar um espaço de trabalho ou uma casa com materiais como madeira e pedra também são uma ótima maneira de reproduzir elementos da natureza. Incluir grandes janelas, que permitem a entrada de luz solar e visão do exterior, também afeta positivamente o bem-estar geral e os níveis de energia.

No portfólio Berneck®, alguns padrões conectam-se muito bem com essa proposta, como os unicolores Ceramik, Mostrato e Verti; os BPs Marquina, Volakas e Terrazza, que reproduzem pedras e mármores; ou ainda os BPs Panamá e Linen Grigio, que trazem a sensação de tecidos para os painéis de madeira.

Já na linha madeiras, um dos principais elementos utilizados nos projetos de biofilia, são inúmeras as opções de desenhos e texturas: Cinamomo, Faia, Galiano, Nogal Malaga, Louro Freijó, Solanum, Gengibre e Compensato. Todos eles podem ser aplicados no mobiliário sob medida ou revestindo paredes e teto. Confira a linha completa de padrões neste link.

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Ambiente Studio 33 na CasaCor PR, assinado por Carla Grudtner, traz paredes revestidas com o padrão Gengibre. Foto: Eduardo Macarios

14 ações para incorporar a biofilia

Uma extensa pesquisa internacional, em mais de 500 publicações sobre respostas do design biofílico, descobriu 14 padrões que têm uma ampla gama de aplicações para ambientes internos e externos, e que são flexíveis e adaptáveis a qualquer projeto arquitetônico ou de interiores.

O foco está em padrões da natureza conhecidos, sugeridos ou teorizados para mitigar estressores comuns ou melhorar as qualidades desejáveis ​​que podem ser aplicadas em vários setores e escalas. Abaixo, trazemos um resumo dos 14 padrões e você pode ver todos os detalhes do estudo neste link (em inglês).

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Foto: Poliform

 

Natureza no espaço 

Trata da presença direta, física e efêmera da natureza em um espaço ou lugar. Isso inclui plantas, água e animais, bem como brisas, sons, aromas e outros elementos naturais.

  1. Conexão visual com a natureza. Uma visão dos elementos da natureza, sistemas vivos e processos naturais.
  2. Conexão não visual com a natureza. Estímulos auditivos, táteis, olfativos ou gustativos que geram uma referência deliberada e positiva à natureza, sistemas vivos ou processos naturais.
  3. Estímulos sensoriais não rítmicos. Conexões aleatórias e efêmeras com a natureza que podem ser analisadas estatisticamente, mas não podem ser previstas com precisão.
  4. Variação térmica e de fluxo de ar. Mudanças sutis na temperatura do ar, umidade relativa, fluxo de ar pela pele e temperaturas de superfície que imitam ambientes naturais.
  5. Presença de Água. Condição que aprimora a experiência de um lugar ao ver, ouvir ou tocar a água.
  6. Luz dinâmica e difusa. Aproveita intensidades variáveis ​​de luz e sombra que mudam com o tempo para criar condições que ocorrem na natureza.
  7. Conexão com sistemas naturais. Conscientização dos processos naturais, especialmente mudanças sazonais e temporais características de um ecossistema saudável.

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Projeto de escritório IT’S Informov. Foto: Alexandre Oliveira – Jafo Fotografia

Padrões análogos naturais 

São evocações orgânicas, não vivas e indiretas da natureza. Objetos, materiais, cores, formas, sequências e padrões encontrados na natureza. Manifestam-se como obras de arte, ornamentação, móveis e decoração no ambiente construído; quanto maior a riqueza de informações, melhor a experiência.

  1. Formas e padrões biomórficos. Referências simbólicas a arranjos contornados, padronizados, texturizados ou numéricos que persistem na natureza.
  2. Conexão material com a natureza. Materiais e elementos da natureza que, por meio de processamento mínimo, refletem a ecologia ou geologia local e criam um senso de lugar distinto.
  3. Complexidade e ordem. Ricas informações sensoriais que seguem uma hierarquia espacial semelhante às encontradas na natureza.

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Escritório BP Lower 48 com proposta de design biofílico em Denver, Colorado (EUA). Foto: David Lauer

Natureza do espaço

Trata das configurações espaciais da natureza de forma mais abrangente, como as características físicas do próprio espaço e como elas podem impactar na saúde das pessoas.

  1. Prospecção. Uma visão desimpedida à distância, para vigilância e planejamento.
  2. Refúgio. Um local de afastamento das condições ambientais ou do fluxo principal de atividade, no qual o indivíduo é protegido por trás e por cima.
  3. Mistério. A promessa de mais informações, alcançada por meio de visões parcialmente obscurecidas ou outros dispositivos sensoriais que induzem o indivíduo a explorar o ambiente.
  4. Risco / Perigo. Uma ameaça identificável associada a uma proteção confiável.
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