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Sustentabilidade no design de interiores

O que é, quais os benefícios, métodos, práticas e os diferentes sistemas.

Houve um tempo em que ao falar sobre design sustentável, as pessoas evocavam imagens de projetos com reutilização de telhas, reformas de poltronas surradas ou a transformação de um portão de ferro antigo em cabeceira de cama. Não entenda mal, tudo isso é válido e faz parte de uma determinada estética, mas quando pensamos em projetos de interiores sustentáveis é bom saber que o mercado oferece uma gama cada vez maior de produtos orientados ao design que permitem criar uma aparência moderna e elegante e ainda contribuir para o meio ambiente.

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Todos os espaços desta casa são voltados para o jardim e recebem luz natural abundante através de aberturas com vidros duplos, para garantir conforto térmico e acústico | Projeto: MMA Studio | Foto: Celso Pilati

Mas então, o que é design de interiores sustentável? Trata-se da criação de ambientes usando princípios do design - funcionalidade, acessibilidade e estética - com foco nas pessoas e no planeta. O design de interiores sustentável é guiado por considerações ambientais para ajudar a reduzir o consumo de energia, a poluição e os resíduos.

E quais são os benefícios do consumo consciente no design de interiores? O consumo consciente de design de interiores pode ajudar a economizar energia, reduzir o desperdício e a poluição e criar ambientes interiores mais positivos e melhores para a saúde em geral. Prática sustentável ​​de design de interiores contribuem positivamente para o planeta, para a economia, para o nosso bem-estar e para o nosso futuro.

METÓDOS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS

Designers de interiores têm a oportunidade de influenciar diretamente as preferências de seus clientes e podem influenciar decisões de um projeto com o intuito de propiciar o bem-estar do meio ambiente e do ser humano.

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Estrutura em pau roliço de eucalipto e forro em taquara - casca de bambu trançada. | Projeto: Solange Cálio Arquitetos | Foto: Denilson Machado – MCA Estúdio

A REGREEN (Residential Remodeling Guidelines) lista algumas práticas sustentáveis de Design de Interiores, com enfoque em projetos residenciais*. Dentre as práticas, são destacados aspectos como:

1. Especificação de mobiliário mais durável e de melhor qualidade possível, levando em conta o orçamento disponibilizado. 
2. Uso de produtos que não contenham elementos tóxicos em sua composição.
3. Priorização de projetos duráveis, prevendo possíveis alterações futuras. Assim, evita-se que o cliente precise remodelar o ambiente, acarretando o desperdício e descarte de material.
4. Utilização de tecidos sustentáveis compostos por materiais de fontes renováveis.
5. Desenvolvimento de projetos de iluminação menos rígidos e menos dependente possível do layout atual do ambiente.
6. Especificação de pisos de materiais de fontes rapidamente renováveis.
7. Utilização de tintas e revestimentos “verdes”, que possuam baixos níveis de compostos orgânicos voláteis (VOC).
8. Especificação de eletrodomésticos com o padrão EnergyStar™, referente ao consumo eficiente de energia.
9. Privilegiar sempre a iluminação natural em detrimento da artificial.
10. Optar por fornecedores de madeiras que possuam certificação florestal.
11. Especificação de produtos de tamanho padronizados, para evitar desperdício de material.
12. Considerar a capacidade de reciclagem dos materiais, para evitar descarte em aterros sanitários.

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Tecido orgânico na cortina que funciona como divisória | Projeto: Metro Arquitetos Associados | Foto: Ilana Bessler

Quando falamos em projetos corporativos, outras práticas sustentáveis podem ser incorporadas, de acordo com o LEED™ for Commercial Interiors, pela American Society of Interior Designers (2016*): 

1. Especificação de materiais com componentes reciclados, evitando materiais derivados de petróleo.
2. Adoção de sistemas automáticos de controle de iluminação e cortinas: coordenados de forma a otimizar a utilização de luz artificial, quando necessária, e economizar energia.
3. Especificação de materiais produzidos localmente ou em um raio de até 800km, para evitar o consumo de combustíveis à base de petróleo.
4. Priorizar a entrada de luz natural e permitir que o maior número possível de usuários do espaço tenha vista para a área externa.
5. Desenvolvimento de um projeto atemporal, evitando a futura remodelagem do ambiente e o descarte desnecessário de materiais.
6.  Instalação de lixeiras com divisões para plástico, papel, metal, vidro e produto orgânico, disponibilizadas em locais de fácil acesso para os ocupantes do espaço.
7. Projetar o piso de forma a atender múltiplos usos e diferentes configurações de mobiliário.

O QUE O DESIGNER DE INTERIORES PRECISA SABER PARA DESENVOLVER UM PROJETO SUSTENTÁVEL?

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Forte presença de elementos naturais | Projeto: Moca Arquitetura | Foto: Eduardo Macarios

Em seu curso, Arquitetura e Design de Interiores Sustentáveis do Centro Universitário Belas Artes, Marisa Murta* - arquiteta e designer de interiores pós-graduada em Educação Ambiental - aponta três sistemas construtivos específicos para a adoção do design de interiores sustentável. Cada um deles é voltado às técnicas e aos materiais disponíveis para alcançar desempenho nos três pilares da sustentabilidade: pessoas, planeta e lucro. 

Sistema intuitivo: tem ligação com a bioarquitetura, conceito que une ecologia, arquitetura e urbanismo e conta com processos de construção em harmonia com a natureza e seus recursos, promovendo equilíbrio entre o meio ambiente e o progresso. Nele, os móveis e objetos do artesanato regional estão incluídos; pessoas e planeta são bem atendidos, enquanto o lucro por parte dos operários da obra é quase inexistente, uma vez que é possível adaptar o terreno para que tais processos funcionem bem.

Sistema passivo: refere-se, principalmente, ao uso de materiais e técnicas com bom desempenho no racionamento de água e energia, como em vasos sanitários, lâmpadas e eletrodomésticos das “linhas eco”. O que significa que foram projetados para funcionarem com baixo consumo, detalhe que não pode ser alterado pelo consumidor no design de interiores sustentável. Para tal, é necessário um investimento inicial importante na compra de tais produtos e sistemas, que se pagarão ao longo dos anos.

Sistema ativo: aqui, o desempenho no uso de insumos e métodos de captação e economia de água e energia é baseado em excelência, com a capacidade de flexibilizar sua atuação conforme mude o cenário do espaço. Está ligado à automação dos processos de funcionamento da edificação, como é o caso de placas solares com melhor performance de captação e sensores de ausência e presença automáticos, assim como bombas térmicas que esfriam a água para consumo e transformam a energia térmica em elétrica.

A prática sustentável ​​de design de interiores é melhor para o planeta, para a economia, para o nosso bem-estar e para o nosso futuro. 

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* Com informações de O design de interiores como estratégia de promoção da sustentabilidade por Talissa Bedran Linhares e temsustentavel.com.br.

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