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Como ficará a casa depois do coronavírus?

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Arquitetos e designers de interiores de diversas cidades do Brasil respondem a esta pergunta. Confira e deixe sua opinião também.

O isolamento alterou a forma como vivemos e convivemos em casa. As necessidades mudaram. A casa passou a ser moradia, lazer, entretenimento, academia, trabalho, a escola e até consultório médico. E agora? O modo como as pessoas usufruem seus espaços vai mudar após a pandemia? A imersão em casa vai mudar a percepção daquilo que é necessário para viver em casa? O que é essencial mudou? As casas precisaram ser adaptadas para o isolamento? Como ficará a casa depois do coronavírus? Resolvemos fazer esta pergunta para arquitetos e designers de interiores de diversas cidades do Brasil. Confira as respostas abaixo e deixe sua opinião nos comentários.  

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Juliana Barros de Rezende, sócia do escritório JBARROS Arquitetura e Acústica, Professora do curso de Arquitetura e Urbanismo, do Centro Universitário Newton Paiva.

"Nestes tempos de isolamento em que os convívios sociais estão restritos ou nulos, vivemos momentos de transformação no caminhar do autoconhecimento, de expansão da consciência do bem coletivo. Nossa casa se tornou o reduto desse processo. Assim, passamos a enxergá-la com um novo olhar, a perceber e sentir esse espaço na busca pelo ideal: aquele que proporciona equilíbrio entre as demandas da vida moderna e o que é essencial para nossa existência. Ele refletirá o ambiente que nos cerca, o ambiente que queremos!

Hoje, já estamos mais conscientes sobre questões ambientais e, portanto, buscamos novas atitudes e novos hábitos. Acredito que, após a pandemia, o lar do futuro refletirá essa consciência de coletividade, de nossas raízes, de nosso passado, de simplicidade."

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Francisco Oliveira,
arquiteto e designer

"Acredito que a experiência da quarentena transformará ainda mais a forma como olhamos para as nossas casas. Ambientes que recebiam pouca atenção como os halls de entrada serão as novas trincheiras, ou seja, acessos para a saúde e segurança dos moradores.

Os espaços de atividades particulares, também, devem ganhar mais importância com momentos de leitura, meditação e atividades físicas. Sem falar na incorporação do home office que se tornou a realidade de muitos. Ambientes abertos ou semiabertos como as varandas, terraços e quintais devem se tornar o novo coração da casa."

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Isabela Bethônico
ISA.B. Arquitetura

"A casa ficará mais viva, habitada somente com o essencial, móveis organizados de acordo com as necessidades de cada um, independente dos padrões impostos! Acredito que, finalmente, as pessoas começarão a repensar sobre o viver realmente a casa. Menos consumo, menos status, mais vida real e adaptação ao que importa!"

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Tatiane BuenoDesigner de interiores e Personal Organizer

"Acredito que as pessoas terão um olhar diferente para o mundo, principalmente para as pessoas que amam e para seus lares. Ficar em casa precisa ser prazeroso e ter um lar acolhedor é fundamental não apenas nesse momento de reclusão, mas para todos os dias da sua vida. Seu lar precisa o lugar em que você recarrega sua bateria, se reenergiza, um lugar que te abraça e acolhe. Com certeza as pessoas darão mais valor a isso. 

Acredito que terá uma procura maior por sustentabilidade, não só pela crise econômica, mas também pelo fato das pessoas reverem valores e mudarem alguns hábitos. A ideia do MENOS É MAIS será uma tendência porque depois de tudo isso que passamos, consumir por consumir saiu de "moda’. Acredito também que o design biofílico será uma forte tendência em qualquer espaço."
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Maria Eduarda Tavares, arquiteta 

"A forma com que nos relacionamos com a nossa casa tem mudado com a intensidade do seu uso durante a quarentena. Poucas pessoas tinham passado tanto tempo em casa antes disso tudo acontecer. Esse espaço, que já era o nosso lugar no mundo, teve o sentimento de acolhimento e segurança exaltado quando não há outro lugar seguro. 

Ao mesmo tempo, passamos a entender o real uso da nossa casa, perceber que o que funciona ali não necessariamente é o que está na revista, ou na casa do vizinho. Acredito que essa apropriação do espaço vá guiar as escolhas de forma cada vez mais pessoal. Se sentir bem em casa passa a ter outro patamar de importância."

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Bruno Moraes, arquiteto

"A casa será mais humana. As pessoas pensarão muito bem antes de definir como serão os ambientes do lar como o home office, cozinha, bem como uma preparação mais dedicada para momentos de descanso e leitura, por exemplo.

Vamos valorizar muito mais os momentos, os encontros e os espaços de convívio da casa. A demanda do mercado imobiliário vai mudar e a procura por imóveis maiores aumentará, bem como a busca por conforto, que se tornará primordial. Também acredito que a tecnologia – que embora já esteja bastante presente em nossa vida, estará ainda mais forte em nosso dia a dia. Não há como negá-la."

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Isabella Nalon, do escritório Isabella Nalon Arquitetura

"As pessoas repensarão sobre o que realmente gostam, o que funciona no seu dia-a-dia e o que traz sensação de bem-estar e relaxamento. Os cuidados com a saúde e o bem-estar estarão em alta. Reservar espaços dentro de casa para momentos de relaxamento, para se exercitar, para meditar, para ler um livro ou ouvir uma boa música será fundamental. O uso de tecnologias, como a realidade virtual também será tendência. Shows e espetáculos online, assim como os tours virtuais a museus ganharão mais destaque. Experiências culturais imersivas, que tentam conectar o real com o virtual a partir do uso de tecnologias será muito presente no nosso cotidiano.

A casa será mais humana, mais colorida, mais íntima e pessoal. Refletirá a essência de quem usa. Nós arquitetos continuaremos transformando sonhos em realidade, e adaptados a essa nova realidade".
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Claudia Roxo, do escritório Claudia Roxo Arquitetura

“Imagino a casa pós pandemia como um projeto mais complexos, com um novo programa de necessidades. As pessoas estão aprendendo e explorando o máximo que uma casa pode oferecer. Imagino que os espaços tendem a ser pensados de  forma mais versátil, que possibilitem diferentes programas, exemplo a sala que se transforma em espaço para ginástica, um playground para crianças. 
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Cristiane Schiavoni, do escritório Cristiane Schiavoni Arquitetura

"A casa viverá alterações em seu layout e em suas funções. Será preciso adequar o lar para o morador poder conciliar trabalho e vida pessoal – todos hão de convir que essa equação sempre foi complicada, mas a demanda nos mostrou que podemos aprender e colocar em prática. Na arquitetura e decoração, acredito que viveremos esse movimento de procura por projetos e nossa experiência para apoiarmos as pessoas a seguir em frente com essa nova era profissional que a pandemia nos impôs."

Agora é sua vez de responder: como ficará sua casa após a quarentena? Deixe sua resposta nos comentários. 

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